Próximo Evento

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Núcleo Interdisciplinar de Artes no Centro Cultural São Paulo

            A criação de espaços que incluem a experimentação entre as artes está criando fôlego e cada vez mais  nos revela que esse contorno da arte da Arte Contemporânea, ou seja a relação de fronteira  das linguagens artísticas no processo de criação, está se assentando na maioria das Instituições que promovem a difusão e produção cultural. 
     O Centro Cultural São Paulo início uma programação  que procura valorizar a experimentação em artes integradas com a exibição de vídeos que estão disponíveis no espaço em locais diversos para maior interação do público. Essa programação  apresenta a exibição de vídeos em TV de Plasma entitulada de  "Paradas em Movimento" que  exibe a mostra "Passado Imperfeito", uma seleção de vídeos de alguns dos mais notáveis artistas contemporâneos do Equador: Juan Carlos León, Illich Castillo, Manuela Ribadeneira, Graciela Guerrero, Karina Skvirsky Aguilera, Miguel Alvear e Estefanía Peñafiel. O critério da compilação joga com a concepção filosófica do "eterno retorno", aquela repetição infinita de situações, acontecimentos, pensamentos, sentimentos e ideias. Esse ângulo de aproximação permite enfatizar o contraste permanente entre o passado e o presente que se concentra nos trabalhos, tanto de maneira literal como em metáforas evocativas que nos remetem à ressonância atual de um conjunto de experiências socioculturais que se passam no país. 

     
  Essa iniciativa é resultado das parcerias entre curadores e  artistas de diferentes linguagens para estimular a realização de projetos interdisciplinares. A idéia que é  experimentada no CCSP desde 2009 pretende reunir os coletivos de artes que tenham interesse em pesquisar esse tipo de produção e já tenham formação e realização voltados para esse lado da arte contemporânea. A importância dessa iniciativa promove não somente o dialogo interdisciplinar das linguagens, mas também o intercâmbio entre grupos e coletivos do Brasil e de outras  partes do globo. 
           A arte contemporânea parece não estar preocupada com  a permanência e preservação de uma forma única ou uma natureza artística imutável, então dessa maneira abre espaço para novas  poeticidades através da integração de formas e conceitos dentro da arte. 
Para complementar  a entrevista da curadora "Ana Maria Rebouças" e o link da programação do evento . 

Entrevista com Ana Maria Rebouças

"Quanto mais buscarmos integrar todos os processos expressivos, mais ricos podemos nos tornar em cultura e criatividade"

Entrevista e edição: Juliene Codognotto, Marcia Dutra e Vinícius Máximo

Ana Maria Rebouças é curadora do Núcleo Interdisciplinar do Centro Cultural São Paulo. Nesta entrevista, ela fala sobre a interdisciplinaridade e os projetos de pesquisa de linguagens artísticas desenvolvidos no CCSP.

Quando foi criada a curadoria interdisciplinar e a partir de quais necessidades do Centro Cultural São Paulo?

A ideia da curadoria interdisciplinar veio a partir do Fernando Oliva, que era diretor de curadoria na época, e do Martin Grossmann, então diretor do CCSP, que estavam querendo estimular projetos interdisciplinares. Eu tinha pensado num projeto que envolvesse pesquisa de linguagem em diferentes áreas artísticas no Espaço Cênico Ademar Guerra, utilizado muitas vezes para experimentação de grupos. Comecei a pensar no Zona de Risco, que seria um projeto de criação que permitiria aos grupos ficar mais tempo na instituição. Pensamos então que o Espaço Cênico Ademar Guerra, em alguns meses do ano, poderia ser como um laboratório para os artistas pesquisarem, experimentarem, e não só um espaço que recebe uma produção pronta, em temporadas específicas. A ideia era trazer para o Centro Cultural essa característica de experimentação que sempre teve aqui. Zona de Risco nasceu primeiro como um projeto do Espaço Cênico Ademar Guerra, depois pensamos outras atividades que justificassem a criação de uma curadoria interdisciplinar. Comecei a fazer o Encontro de Improvisação e alguns outros projetos, também de caráter interdisciplinar, foram incorporados à curadoria interdisciplinar, que nasceu no primeiro semestre de 2010.

Espaço Cênico Ademar Guerra
Espaço Cênico Ademar Guerra - Foto: Sônia Parma

Quando exatamente surgiu o Zona de Risco e como o projeto tem se desenvolvido?

Zona de Risco surgiu em agosto de 2009, quando quatro grupos de dança, teatro, música e artes visuais foram convidados e ficaram durante mais ou menos três meses no CCSP. A escolha dos grupos para o projeto é feita pensando na contribuição que eles podem dar à discussão interdisciplinar. Um dos critérios é o grupo estar aberto ao diálogo interdisciplinar, mesmo que não trabalhe na fronteira de linguagens. Este ano acontece a segunda edição e a ideia é que haja uma vez por ano, cada vez com uma proposta diferente. Fronteiras foi o tema a que os quatro grupos da primeira edição chegaram depois de muita discussão.

Zona de Risco 2009
Zona de Risco 2009 - Foto: João Mussolin


Já o Coletivo Bruto foi convidado para o Zona de Risco 2010 com a proposta de criar um espetáculo sobre o Centro Cultural São Paulo a partir de experiências de deriva. Convidamos um só grupo para a edição deste ano, para trabalhar a partir de um conceito situacionista de meados do século 20, criado quando um grupo de arquitetos e urbanistas pensava estratégias de atuação no mundo e discutia os procedimentos de deriva na sociedade contemporânea, no sentido de trazer de volta o cotidiano e se apropriar do gosto pela vida e do espaço público. Desde outubro, o grupo tem feito várias intervenções no prédio, envolvendo, inclusive, os usuários do CCSP. Essas ações pelo espaço são registradas em vídeo e, a partir do material recolhido, o coletivo vai apresentar em novembro o resultado da residência, chamada pelos integrantes de Habitação Bruta.

Você considera que a questão da pesquisa entre linguagens é uma demanda dos próprios artistas? Você identifica isso como evidente na cena artística atual?

Eu acho que é evidente se olharmos um pouco para a produção que está sendo feita hoje em todas as artes, com cruzamentos entre vídeo, dança, teatro, corpo e tecnologia, mas nem sempre esse discurso fica muito explícito. Acho que os grupos vêm procurando o diálogo entre as linguagens, mas isso não é feito de forma muito consciente. Existem vários cruzamentos e pretendemos explorar mais isso. Essa é a tendência que está se consolidando. Há também grupos que são interdisciplinares, como o Coletivo Bruto, que convidamos para o Zona de Risco deste ano. Ele já tem uma proposta clara, é um coletivo que busca diversas poéticas e linguagens.

Encontro de Improvisação (EI!) antes era mais voltado para a área de dança. O que mudou no projeto para que ele tenha passado a ser classificado como programação interdisciplinar?

Mudou bastante coisa. Antes de colocarmos o EI! na curadoria interdisciplinar, já havíamos chamado a Cia. Inadequada, um grupo de teatro com forte ligação com dança, para participar, além de alguns grupos de música e instrumentistas. Já estávamos buscando a improvisação em outras áreas e pensando em colocar outras linguagens no encontro. Como as experiências estavam sendo enriquecedoras e vários coletivos também tinham propostas de improvisação não apenas em dança, resolvemos tornar o Encontro de Improvisação um projeto interdisciplinar. Agora, todo grupo que vem fazer o EI! traz uma proposta específica para o encontro, dizendo como vai trabalhar com improvisação. Assim como o Zona de Risco, o Encontro de Improvisação muda a cada ano. Este ano é EI! - Coletivos. Estamos trabalhando com grupos que já têm uma formação mais interdisciplinar e voltada ao cruzamento de linguagem. Chamamos, por exemplo, o Barbatuques, que faz percussão corporal, e o Coletivo Iaré, que propôs trabalhar plasticamente a expressividade do corpo.

Você disse que a partir do Zona de Risco outros eventos foram incorporados à curadoria interdisciplinar, além do Encontro de Improvisação. Quais são esses eventos?

A curadoria interdisciplinar está responsável pelo Paradas em Movimentoe também pela Anilla Cultural, que vai ser inaugurada no dia 6 de novembro e é um anel cultural que envolve cinco centros culturais (quatro na América Latina e um na Espanha). Será instalada a Internet 2, uma Internet de alta velocidade, e os cinco centros culturais vão estar conectados por essa rede. Estamos procurando formas de utilizar essa estrutura em propostas artísticas, co-criações também envolvendo improvisação, porque a ideia é que aconteçam em tempo real. Cada centro cultural pensou um projeto a partir de uma metáfora comum, aNova Ágora, que traz a ideia da praça pública na Grécia Antiga, e o que seria essa Nova Ágora virtual.

Como você avalia a resposta do público aos projetos que estão sendo chamados de interdisciplinares?

No ano passado, o Zona de Risco teve uma boa resposta do público. NoEncontro de Improvisação temos tentado fazer um bate-papo com o público no último dia de atuação do grupo. As pessoas têm acompanhado e aprovado a tentativa de ampliar os recursos de improvisação, não só com movimentos de corpo, mas também com falas, com artes plásticas. Acho que são interessantes esses projetos interdisciplinares que tentam buscar um ser humano integral e utilizar cada vez mais recursos para poder se expressar.

Como você definiria uma obra interdisciplinar?

Eu não vejo uma característica que defina uma obra interdisciplinar, mesmo porque eu não sei se é uma obra, se tem o caráter de obra. Temos, na verdade, uma proposta muito mais modesta, que é estimular a experimentação. Então, eu não acho que seria interessante definir o que é isso. Alguém que vem participar de alguma atividade ou assistir a algum evento interdisciplinar não pode esperar nada que esteja acostumado a ver. Isso pode tanto gerar um estímulo quanto um receio, um bloqueio. É sempre um desafio, porque existem muitas possibilidades de interdisciplinaridade nas artes. De início, pode causar um estranhamento, mas também abre outras possibilidades de apreensão, de percepção da realidade, de sensações. A ideia é sempre expandir tanto os sentidos quanto a capacidade de apreensão da realidade, porque vivemos uma época muito especializada em tudo. Perdemos a visão do todo, a visão integral do ser humano. As artes também estão muito compartimentadas e o público está muito segmentado, então a ideia também é deslocar um pouco esse circuito. Uma música, por exemplo, está ligada à letra, à manifestação de dança e à expressão tanto por texto quanto por som e corpo. Uma manifestação artística nasce de uma necessidade, de como percebemos o mundo e de como podemos expressar essa percepção de mundo. Quanto mais buscarmos integrar todos os processos expressivos que temos a possibilidade de desenvolver, mais ricos podemos nos tornar em cultura e criatividade. Quando você não mostra o esperado, a pessoa vai ter que reagir de outra forma e, quando ela se depara com uma coisa que não sabe o que é, ela participa mais, porque já não está condicionada a um comportamento esperado. 


Programação Completa :
http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_diaria_interdisciplinar.asp

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Medéia ( 1987) de Lars Von Trier

       Lars Von Trier  é muito conhecido por seus polêmicos filmes "Anti - Cristo, Dogville, Manderlay, Os Idiotas  e Dançando no Escuro", obras que lhe deram projeção internacional, mas antes da realização desses filmes, ele produziu alguns curtas - metragens e  filmes para TV. Dentre essas produções para TV realizou uma adaptação da obra do escritor grego Euripides. Esse trabalho foi feito em 1987, período que diretor ainda não era um nome recorrente nos principais festivais de cinema, fato que ocorreu posteriormente. " Medéia" é uma adaptação que não mantém uma fidelidade ao texto original, mas também não o transgride  de modo radical. Esse filme nasceu de uma livre adaptação que outro cineasta tinha escrito para obra. Carl T. Dreyer, um dos maiores diretores e um dos primeiros da Dinamarca a ter sua  produção cinematográfica reconhecida pelo seu valor estético,  escreveu o roteiro para adaptação de Medéia  e não o  realizou, mas que bom que Lars Von Trier levou esse projeto de Dreyer à sério, transformando o  em uma grande obra. 
      "Medéia"  apresenta uma beleza visual incrível, vale a pena  conferir para que não achem  que  é apenas impressionismo, o filme  mostra um pouco das terríveis violências que o humano é acometido, mas de forma sutil, sem os exageros catárticos  que se tornaram imagens já clássicas nos  principais filmes de Lars Von Trier. A obra é um mergulho na dor e retaliações vividas pela alma feminina. A perspectiva dessa adaptação dá mais atenção para os tormentos que afligem Medéia, diferente da adaptação do Pasolini de 1970 que busca ser mais fiel a concepção grega e as trajetórias tanto de Medéia como de Jasão. 
   Nessa realização para a TV, Lars Von Trier abusa das experimentações visuais com  sobreposições e justaposições de imagens para simbolizar as tensões de Medéia, o uso de imagens desfocadas propõem um densidade ao filme que lançam o espectador a uma atmosfera atemporal. 
     Em suma,  para quem se interessar deixarei o Torrent com legendas em português pra baixar o filme. Essa semana  vi um documentário sobre o Charles  Bukowski e um dos seus comentários em resposta a um leitor sobre sua obra e sobre o amor ele dizia "O amor têm seu próprio inferno e agonia" para mim essa frase define "Medéia de Lars Von Trier ....

Fábio Jota ...

http://www.youtube.com/watch?v=ZKoa3OJsDNY
http://trixxx.com.br/?p=6345
http://www.megaupload.com/?d=KKNJS1ZT ( Só baixa por sistema de Torrents, as legendas em inglês e português estão incluídas, sugiro instalar o programa U Torrent ) 




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Labuta


Jamac organiza Sarau Cinematográfico

Redação em 02/12/10
O Sarau Cinematográfico que acontece no sábado, dia 4, é resultado de um ano de trabalho através das oficinas de cinema digital, de animação e dos workshops temáticos com especialistas que compõem o projeto JAMAC Cinema Digital 2010, realizado em parceria com o Centro Cultural da Espanha (CCE_SP). O sarau é um momento de celebração e uma conquista para todos os alunos com a estreia dos curtas metragens desenvolvidos durante as aulas. No evento, haverá também música e poesia e a exibição da VideoDança “Labuta” do Núcleo Expressão.
Sobre o Jamac Cinema digital
O Projeto JAMAC Cinema Digital tem o objetivo de sensibilizar a comunidade do Jardim Miriam e comunidades próximas para a discussão de direitos humanos violados utilizando como recurso a linguagem do Cinema Digital. Para isso são realizadas Oficinas Culturais Básicas sobre cinema digital, onde os participantes compreendem e realizam roteiro, produção e edição de um curta-metragem a partir de tratamento visual de temas apresentados por eles, e Cineclube com Workshop aberto ao público, com discussões especificas para a linguagem e palestrantes convidados. Dessa forma, o projeto propõe novas formas de expressão, de participação social e de protagonismo.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estética Relacional", e "Pós-Produção", de Nicolas Bourriaud.

Obras fundamentais sobre a produção contemporânea, no entanto, chegam atrasadas ao país
Finalmente, dois livros fundamentais sobre a produção contemporânea em artes plásticas são publicados no Brasil: "Estética Relacional", de 1998, e "Pós-Produção", de 2004, ambos do crítico e curador francês Nicolas Bourriaud.


O primeiro, já um clássico, é dos poucos livros que olha a produção dos anos 90 sem preconceito, por alguém que acompanhou de perto toda uma geração, especialmente como curador, e conseguiu traçar linhas comuns. No geral, livros com tal ambição estão mais ocupados em detratar a arte contemporânea em vez de compreendê-la.Em 1998, Bourriaud partiu de um grupo de artistas, hoje quase todos estrelas de grandes mostras ou bienais, como Dominique Gonzalez-Foerster, Pierre Huyghe, Rirkrit Tiravanija e Maurizio Cattelan, e percebeu que, em todos, a ideia de arte como um campo de trocas é comum. Com isso, o crítico francês chegou à definição da estética relacional como "uma arte que toma como horizonte teórico a esfera das relações humanas e seu contexto social mais do que a afirmação de um espaço simbólico autônomo e privado".Tal conceituação amparou-se ainda na produção de artistas que se tornaram referência nos anos 90, como o cubano Felix Gonzalez-Torres, e os americanos Gordon Matta-Clark e Dan Graham, entre outros.Não à toa Bourriaud foi um dos conferencistas da 27ª Bienal de São Paulo, "Como Viver Junto", de 2006, que exibiu vários dos artistas abordados em "Estética Relacional". Centrada nas ideias de Hélio Oiticica, contudo, a própria Bienal tornou clara uma das deficiências centrais da produção de Bourriaud -seu total desconhecimento da obra de Oiticica, um precursor da arte como estado de encontro, um dos pilares da estética relacional.Já o livro "Pós-Produção", mais recente, continua o raciocínio de "Estética Relacional" sob nova ótica. Enquanto no primeiro volume o foco está no aspecto de convivência e interação da arte contemporânea, o segundo trata das formas de saber que constituem essa produção, especialmente aquelas vinculadas à estrutura em rede da internet, que geram um infinito campo de pesquisa para os artistas.Reorganizar elementosAssim, as práticas contemporâneas não estariam mais preocupadas com a ideia de original, singular, e sim em como reorganizar elementos já existentes, dando a eles novos sentidos, o que, obviamente, tem uma relação forte com os "ready-mades" de Marcel Duchamp, cuja "virtude primordial", segundo o autor, é o estabelecimento de "uma equivalência entre escolher e fabricar, entre consumir e produzir".Esse procedimento pós-produtivo, então, seria a marca fundamental do processo de produção contemporâneo. Essas ideias de Bourriaud, contudo, já fazem parte da recente historiografia da arte contemporânea e influenciaram a organização de várias mostras pelo mundo. Aqui elas chegam um tanto atrasadas.Tanto que, há duas semanas, o próprio Bourriaud encerrou sua curadoria na Trienal da Tate, denominada "Altermodern", criando aí uma nova forma de pensar a produção contemporânea.Não há dúvida de que Bourriaud é dos poucos que não têm medo de pensar a arte hoje. A questão é que ele transforma sua reflexão na mesma velocidade das estações de moda o que, afinal, é mesmo um sintoma desses tempos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DIADEMA DANÇA 2010

Nucleo EXPRESSOES participa da mostra DIADEMA DANÇA com seus 2 primeiros trabalhos, Aurora e Cinegetico.

Membros do grupo estarao presentes na exibiçao e estarao abertos para bate papo e trocas artisticas.
Compareçam!

Companhia de Danças da cidade é uma das atrações



O Centro Cultural Diadema receberá do dia 21, quinta-feira, até o dia 24, domingo, bailarinos e amantes da dança no festival "Diadema Dança 2010". A mostra de dança, em sua 6ª edição, reúne as várias manifestações artísticas do município. O evento de quatro dias, organizado pelo Ponto de Cultura Bailando na Cidade, oferece à comunidade apresentações de dança reunindo diversos trabalhos coreográficos com grupos, trios e solos. A entrada é gratuita.



Identificada como uma das linguagens artísticas com grande participação na cidade, a dança recebe uma atenção especial dentro das políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria de Cultura do município. A criação do Ponto de Cultura Bailando na Cidade exprime este sentimento e permite potencializar as ações voltadas com o propósito de difundir e fortalecer a dança no município. Além de oferecer aos grupos envolvidos possibilidades na área da formação, busca a integração das diversas modalidades e a inclusão dos artistas em eventos e projetos da região.



A organização do festival conta com o apoio da Companhia de Danças de Diadema. A Companhia nasceu em 1995 a partir de um convite feito pela Prefeitura de Diadema a bailarinos que pudessem formá-la e também atuar nos centros culturais da cidade como professores de dança ou arte educadores. O projeto que nasceu da união entre o poder público local e um grupo de artistas encabeçado pela bailarina e coreógrafa Ivonice Satie (1951/2008). Assim começou a Companhia de Danças de Diadema e o Programa de Difusão e Formação em Dança.



Os bailarinos da Cia de Danças apresentarão uma de suas coreografias durante o evento. O espetáculo "Meio em Jogo" fará parte da programação do dia 22, sexta-feira. Com a participação direta do público, o espetáculo aborda as diversas situações de disputa e competição do ser humano. Inspirados pela técnica dos "clowns", o jogo cênico dos dançarinos representará não só os jogos na própria arte (como os jogos de movimentos), mas também no amor e nos caminhos pessoais. A direção geral fica por conta de Ana Bottosso, que também é bailarina e coreógrafa, e a concepção e direção coreográfica ficam sob a responsabilidade de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior.



Confira a programação:



Dia 21, quinta-feira, às 20h



- "Mundra Damere " com Lilia Reis
Direção e concepção: Lilia Reis



- "Fecho os olhos e fico invisível" com Centro de Dança de Santo André
Orientação: Alessandra Fioravanti / Fabiana Villas Boas



- "Ciranda da Bailarina" com Arlene Ramos
Participação do grupo Almanaque com Gera Martins, Alexandre Verderio, Marco Tadeu, participação especial de Silvana Moura



- "Shake it Miss Lucifer" com Silvana Bowie
Nome da performance: Shake it baby



- ´´Fragmentos´´ com Claudia's  Ballet
Direção artística: Claudia Santos






Dia 22, sexta-feira, 20h



- "Meio em Jogo" com Companhia de Danças de Diadema 
Direção geral: Ana Bottosso



- "Lacuna_Instantes sem Duração" com Coletivo MR - Dança, Corpos e Criação /Projeto Mão na Roda
Criação e Interpretação: Andrea Pestana, Jaqueline Souza



- "Amor Negro" com Companhia de Dança NR
Direção e Coreografia: Nilson Rodrigues
Texto e Roteiro: Ademir Antunes



- "Estas Mãos" com Arlene Ramos
Participação Especial de Alberto Chagas, com a Poesia de Cora Coralina.



- "Aquarela do Brasil" com o Grupo Cambret



- "Canal" com Attos Escola de Dança
Direção: Nilson Rodrigues e Penélope Hartvite
Coreografia: Nilson Rodrigues






Dia 23, sábado, 18h30



- "Entre Princesas e Fadas" com Grupo Óriun 
Organização Geral: Juliana Lim e Zezinho Alves



- "Fragmentos" com Claudia's Ballet



- "Tempestade num Copo D'água" com Magic Break Dance



- "São Paulo, o Estado das Faces" com Núcleo de Dança Movimento e Sabedoria
Coreógrafas: Jaqueline Lima, Solange Maria



- "A Ilha do José" com Grupo Danceato (trechos)
Direção Geral: Ana Bottosso
Concepção coreográfica: Ana Bottosso e elenco






Dia 24, domingo, às 19h



- "Desconstrutivismo" com Afrobreak 
Coordenação Geral: Gerson Cardoso



- "A Ilha" com Coletivo MR - Dança, Corpos e Criação / Projeto Mão na Roda 
Intérpretes- criadores: Hélio Feitosa, Mufid Hauach



- "Asa Branca" com Arlene Ramos
Participação especial do Grupo Seresteiros de Diadema com música de Luiz Gonzaga.



- "Dança Cigana" com Estrela Gitana
Direção: Lilia Reis



- "Abdução - Novos Relatos" com Grupo Art´e...
Direção Geral: Renato Alves



- "Dança sem Fronteiras" com Lilia Reis, Silvana Bowie, Arlene Ramos, Lucilene Santos






Diadema Dança 2010
Dias 21, 22, 23 e 24 de outubro



Centro Cultural Diadema
Rua Graciosa, 300 - Centro
Tel.: 4056-3366



Via: Prefeitura de Diadema






Leia mais: http://guiadediadema.net/cultura/out10-festival-diadema-danca-2010-reune-artistas-regionais.html#ixzz136OGMjdk



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Em 1998, o crítico e curador francês Nicolas Bourriaud publicou "Esthétique Relationnelle" (estética relacional), um livro que abordava o método de criação de um grupo de artistas influentes nos anos 90, entre eles Rirkrit Tiravanija, Dominique Gonzalez-Foester, Marcel Broodthaers e Felix Gonzalez-Torres.

Traduzido em 12 línguas, o livro, que se tornou uma das melhores formas de observação da produção contemporânea, vê a arte como "um estado de encontro" e a essência da humanidade como "puramente trans-individual, feita por vínculos que conectam as pessoas em formas sociais, invariavelmente históricas". Em resumo, a arte contemporânea discute "como viver junto", justamente o título da Bienal de São Paulo.

Na última terça, Bourriaud, que já foi diretor do Palais de Tokyo, em Paris, e é curador da Bienal de Moscou, falou no quinto seminário da mostra, "Trocas". Lá, a curadora Lisette Lagnado explicou que chegou ao "como viver junto" a partir das propostas dos anos 60 e 70 de Hélio Oiticica (1937-1980), artista que não consta do livro do francês. Apesar de partirem de princípios distintos, ambos, Lagnado e Bourriaud, chegaram a conceitos parecidos, usando artistas históricos como referência. Leia a seguir, porque o passado é tão importante, segundo o curador.

Folha - O que você achou desta edição da Bienal?

Nicolas Bourriaud - É uma bienal muito boa, pois ela resume o que está acontecendo nas artes desde o início dos anos 90 e com um claro ponto de vista histórico. Em 1996, eu curei uma mostra com o mesmo tema, chamada "Trafic", incluindo Maurizio Catelan, Gabriel Orozco, entre outros. Naquela época, eles não eram conhecidos, mas foi importante, porque ali se cristalizou uma situação que passaria a ser dominante a partir de então. Foi a primeira exposição que partiu da idéia de "relação" como tema, e há muitas variações desse tema que podem ocorrer, não quero brigar pelos direitos autorais dele, pois ele veio da observação do mundo da arte, eu apenas busquei encontrar um ponto comum.

Folha - E quando você tomou conhecimento de que Oiticica também podia ser inserido neste grupo?

Bourriaud - Houve uma boa mostra sobre Oiticica em Paris [galeria nacional do Jeu de Paume, 1992], e foi quando suspeitei que havia outro artista que podia ser incluído na estética relacional, antes mesmo da criação desse conceito, como o que fiz com Gordon Matta-Clark no livro. Há outro artista, o Tom Marioni, que vive em São Francisco e, em 1917, fez o trabalho "Beber Cerveja com os Amigos É a Mais Alta Forma de Arte", que é muito próximo do que faz Tiravanija, hoje.

Folha - Essa obra, aliás, estava na Bienal de Lyon, que você organizou no ano passado. Você, então, acha válido apresentar trabalhos históricos, como ocorre na Bienal de São Paulo, com Matta-Clark?

Bourriaud - Acho muito importante lutar contra a amnésia! Da mesma forma que as vanguardas radicais do início do século 20 foram baseadas na idéia de futuro, é muito possível que a modernidade do século 21 (eu não gosto do conceito "pós") seja baseada em leituras do passado.

No século passado, o futuro era o modelo de leitura do presente, hoje, talvez, o passado seja o modelo de leitura. Isto ocorre por conta da padronização do planeta, que apaga a memória, e a melhor forma de lutar contra isso é não voltar ao passado, mas ler o passado no presente, buscar novos itinerários no passado e isso é muito importante. Busquei fazer isso em Lyon e vejo isso em SP.

Folha - No seminário você disse que as artes plásticas haviam tomado o lugar do cinema que, nos anos 60 e 70, era quem trazia novidades. Por quê?

Bourriaud - Primeiro, por razões econômicas. Produzir e apresentar um vídeo numa galeria é muito mais barato que realizar um filme para o circuito internacional. A economia, no mundo da arte, é muito mais fácil para esse tipo de projeto. Há cineastas como Chantal Akerman ou Amos Gitai, entre outros, que agora participam de mostras. É um novo fenômeno, que possibilita um novo tipo de relação, de produção rápida e barata.

Folha - Um dos membros do Jamac, também na Bienal de São Paulo, disse que agora acreditava ser possível transformar o mundo só pela arte...

Bourriaud - É o mesmo fenômeno. Arte é o lugar da experimentação. Onde há qualquer espaço para experimentação na política? Arte, de certa forma, é sempre mediação do mundo. Mesmo que seja usada a escala 1:1, será sempre diferente da realidade, porque é arte. É possível experimentar porque arte lida com algo que poderia ser realidade, mas leva os participantes para um outro domínio, um outro campo, dando várias possibilidades que a política não permite mais.


Especial

sexta-feira, 1 de outubro de 2010


 O Acervo Mariposa é uma videoteca pública especializada em dança, gratuita e sem finalidade lucrativa. http://www.acervomariposa.com.br/

Entre os dias 28 de setembro a 02 de outubro de 2010 promove a Mostra HIPERCORPO.

HIPERCORPO
O projeto busca apresentar e explorar as relações e configurações do corpo em conexão com as novas tecnologias e as possibilidades de percepção do espaço e do corpo na coexistência entre real e virtual.

O Corpo no Vídeo, o Vídeo na Dança
Bate-papo comandado por Bruna Antonelli, coordenadora do Acervo Mariposa, que tem como objetivo discutir as relações e possibilidades das novas tecnologias e suas aproximações com a linguagem da dança. 50 vagas. Auditório.
Grátis.
Dia(s) 01/10 Sexta, às 19h.
SESC Ipiranga

Interferência Vídeo ­Corpo
O workshop pretende discutir e explorar as possibilidades do vídeo no corpo como outro espaço para a linguagem da dança. Os participantes poderão entrar em contato com a videodança por meio de jogos simples de criação videográfica e projeções de vídeo. Com Rita Tatiana Cavassana, pesquisadora do Acervo Mariposa. 20 vagas. Auditório.
Grátis.
Dia(s) 02/10 Sábado, das 9h às 13h e das 14h às 17h.
SESC Ipiranga